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NO BATON VERMELHO DA VIDA
Palavras molhadas
choraram sob o brilho que o lampião exalava.
Assisti ao tremor,
era 3.7 na escala..
O frio congelava
tristezas antes
faceiras,
iludidas de que a vida
passa baton vermelho
e sorri em beijos
ar dentes..
Não passa..
Só desgraça..
O fogo da retina
estuprada,
assassina o azul da água
lacrimada e
a tristeza
dorme com frio
sob o lampião vazio
de chamas negreiras.
Ouço estampidos
de balas perdidas..
Acordo o
bocejo dolorido da noite
sofrida,
abro a cortina,
vou ao banheiro,
despejo toda angustia
noturna.
Acorrento pesadelos
na cama silenciosa.
Poema em parceria, ** Gaivota **&Alex Sens
03/12/2006
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PLAINO LEVE
Meus dedos..
Estico uma asa,
a outra..
Impelido no desejo
in tenso
rompo espaço,
carne maltratada
pedindo vida.
No papel azul
amarrotado,
plaino
leve,
beijando a luz do silêncio,
deslizado no vôo.
Não estou só,
desenho
o mar
na ponta da agulha.
RJ – 09/07/2006
** Gaivota **
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Jazia o pássaro, com
bico rubro de sangue,
escorrido, de seu dorso
aberto.
Solto, entre a pedra
que amava, pulsava
o pequeno coração.
Ouvia ainda a
dor da pedra-amante,
ouvia o mar,
esfaqueado em sinfonia.
Ouvia Bach
onde um dia,
contou estrelas,
ouvia o mar
ali na noite escura,
pintando o azul de vermelho.
Cristalizou-se o pássaro,
na pedra que
tanto amou.
Julho- 2005
** Gaivota **